
Pés descalços, Agosto... cheiro do feno no ar, deitada na terra quente aquecida pelo sol... era um tudo no meio do nada.
Do nada me vem à memória o cheio do feno e do calor no final do dia que me abraça e dá vontade de ficar ali... sem pensar em mais nada, vendo apenas o Sol a esconder-se atrás da serra enquanto o céu muda de cor e dá lugar à noite.
Saudades de contemplar a Ursa Maior na sua plenitude, majestosa!
Gosto destes pequenos nadas.
Sinto-me perdida no meio de um tudo em que nada encontro, nem o céu nem a terra. Sou obrigada a calçar as botas para não tocar a terra artificial da cidade, suja e fria.
Deveríamos todos ter um bocadinho de terra para pisar e um terraço para contemplar o céu... e respirar... respirar com a sensação de que somos livres do mundo e de nós mesmos.
Hoje quero parar algures no meio do nada e ficar ali... sem pensar em nada e ter tudo!
Boa noite...